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Rússia defende Irã de ameaças de Trump e diz que ataque militar seria 'ilegal e inaceitável'

Publicada em 03/04/2025 às 08:19h - 5 visualizações - Portal G1

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Rússia defende Irã de ameaças de Trump e diz que ataque militar seria 'ilegal e inaceitável'
Rússia defende Irã de ameaças de Trump e diz que ataque militar seria 'ilegal e inaceitável'  (Foto: Rússia defende Irã de ameaças de Trump e diz que ataque militar seria 'ilegal e inaceitável' (Foto: Reprodução))



Após o presidente dos Estados Unidos voltar a dizer que atacará o Irã caso não chegue a acordo nuclear, representantes do governo russo afirmam que o país está pronto para oferecer ajuda para que ele seja atingido "antes que seja tarde demais". A Rússia se posicionou e defendeu o Irã contra as ameaças mais recentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta quinta-feira (3).

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo, Maria Zakharova, afirmou que um ataque militar, como prometido por Trump caso os dois países não cheguem a um acordo, seria "ilegal e inaceitável" e afirmou:

"Bombardear a infraestrutura nuclear teria consequências catastróficas para o mundo inteiro. A participação do Irã no acordo de não proliferação de armas nucleares lhe dá direito ao uso pacífico da energia nuclear. estamos em busca de uma solução que supere os preconceitos ocidentais".

Também nesta quinta, o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, disse que o país está pronto para oferecer ajuda aos EUA e ao Irã para que cheguem a um acordo razoável antes que seja tarde demais.

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Um dia antes, o ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Noel Barrot, lamentou o aumento das tensões e afirmou que, caso não se chegue a um novo acordo nuclear com o Irã, um confronto militar deve ser "quase inevitável".

"Temos apenas alguns meses até a expiração deste acordo. Em caso de fracasso, um confronto militar pareceria quase inevitável", ele disse em uma audiência parlamentar.

As novas ameaças de Trump aconteceram em entrevista ao canal americano NBC no domingo (30).

Os países ocidentais acusam há décadas o país do Oriente Médio de querer desenvolver armas nucleares, o que o governo iraniano nega. Teerã alega que seu programa tem apenas objetivos civis.

As respostas do Irã

Trump ameaça Irã em caso de novos ataques de grupo rebelde do Iêmen

O Irã não busca obter uma arma nuclear, mas "não terá outra opção" senão fazê-lo se for atacado pelos Estados Unidos, advertiu nesta segunda-feira (31) um conselheiro do líder supremo da República Islâmica. A fala foi feita após ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao país.

"Em algum momento, se vocês [Estados Unidos] optarem por bombardear (...) obrigarão o Irã a tomar uma decisão diferente", afirmou Ali Larijani em uma entrevista na televisão estatal.

Estas declarações ocorreram horas depois de o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, prometer uma "resposta firme" em caso de ataque ao país.

"Eles estão ameaçando provocar danos (...) se for o caso, certamente haverá uma resposta firme", disse Khamenei em um discurso em Teerã por ocasião do fim do Ramadã, o mês de jejum para os muçulmanos.

Embora não tenha mencionado explicitamente Trump, o discurso pareceu uma resposta às ameaças dos últimos dias.

Histórico

Exercício militar realizado pela Guarda Revolucionária do Irã em 24 de janeiro de 2025.

Sepah News/AFP

Em 2018, durante seu primeiro mandato como presidente, Trump retirou os Estados Unidos de um acordo histórico sobre o programa nuclear iraniano e voltou a impor sanções ao país.

O acordo, assinado em 2015 entre Teerã e as potências ocidentais, obrigava o Irã a limitar seu programa nuclear em troca de uma flexibilização das sanções econômicas.

Em resposta, o Irã disse que havia convocado, nesta segunda-feira, o responsável pelas relações exteriores da embaixada suíça em Teerã, que representa os interesses americanos no país.

"Um chefe de Estado que ameaça abertamente o Irã com 'bombardeios' é uma afronta ultrajante à própria essência da paz e da segurança internacionais", reagiu o porta-voz diplomático iraniano Esmail Baqai na rede social X.

Irã e EUA não mantêm relações diplomáticas desde 1980.

Desde que retornou à Casa Branca em janeiro, Trump afirmou que está aberto ao diálogo com Teerã e enviou uma carta às autoridades iranianas.

Na quinta-feira passada, o país anunciou que havia respondido à carta do presidente dos EUA, embora sem divulgar o conteúdo.

O presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, disse em um vídeo transmitido pela imprensa estatal no domingo que seu país "não pretende se esquivar das negociações".

"O Irã sempre esteve aberto às negociações indiretas", afirmou o presidente, acrescentando que Khamenei "enfatizou que negociações indiretas podem ser realizadas".

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Fonte da notícia:
https://g1.globo.com/mundo/noticia/2025/04/03/russia-defende-ira-de-ameacas-de-trump-e-diz-que-ataque-militar-seria-ilegal-e-inaceitavel.ghtml



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